A ideia era perfeita; o plano, brilhante. Mas tudo não passava de um “Tropa de Elite 2”. Aliás, nunca existiu um filme tão real e atual, que conseguiu retratar, de modo absolutamente percuciente, as diversas facetas da infame política fluminense cabralista.
O foco estava nos bandidos. Expurgá-los e mandá-los para qualquer lugar que não estivesse no mapa da cidade do Cristo Redentor era o objetivo.
As metas enrustidas: a reeleição de Cabral e a posterior eleição de seu capanga, o todo poderoso Delegado Pela da Polícia Janela Federal, José Mariano Beltrame (Secretário de Segurança Pública).
Investir na segurança, para tais ícones do dramalhão político fluminense, não era dar condições dignas àqueles que enfrentariam os bandidos. É tão somente garantir que a segurança do Sir. Joseph Blatter esteja garantida até a realização da Copa de 2014.
Não era criar um padrão de vida decente a verdadeiros heróis de coturno e farda, que tomam balas para salvar desconhecidos. É garantir e criar um “legado” com a realização das Olímpiadas de 2016.
Não era fazer com que, ao valorizar as sofridas corporações, por vias transversas, fossem varridos muitos agentes corruptos que nelas estão impregnados. É, na verdade, dar uma (falsa) impressão ao povo de que o mal está sendo espremido e colmatado no Rio de Janeiro. Ledo engano.
Os agentes da lei acordaram para essa enganação. E, hoje, estão fazendo o correto. Sempre lutando pela vida dos outros, agora o estão fazendo pelas suas vidas.
Se antes eram os bandidos do narcotráfico. Agora são os da cleptopolítica.
Se antes o confronto já era difícil. Agora, nem se fala.
Castro (Advogado)
Presidente do Diretório Municipal do PR – Rio das Ostras
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